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Publicada por / segunda-feira, 4 de junho de 2007 / 4 Comments / ,

VÍDEO-POST: FRANZ FERDINAND "ALL MY FRIENDS"



A semana aqui no Planeta abre ao som da versão que os escoceses FRANZ FERDINAND fizeram para "ALL MY FRIENDS", dos LCD SOUNDSYSTEM. Esta "cover" faz parte do alinhamento do mais recente single editado pela banda de JAMES MURPHY, que se encontra disponível nas lojas britânicas desde o passado dia 28 de Maio. Por cá, que eu saiba, ninguém o viu. Podem, no entanto, adquiri-lo (por meios legais, claro está...) na loja iTunes nacional. Agora, cuidado, tenham em conta que se optarem por adquirir este tema num bitrate de "alta qualidade" e sem DRM, depois de comprado, o ficheiro passará a conter informação encriptada com as algumas das vossas informações pessoais, como é o caso do e-mail. A Apple e a EMI justificam esta medida como um meio de combate à pirataria digital.

[COMENTÁRIO]: Ah ah ah ah...é para rir! Definitivamente, estes tipos ainda não perceberam que estão em 2007. Continuam a olhar para esta indústria e este negócio como se estivessemos em 1997. É patético. Como se não fosse um absurdo vender ficheiros digitais, de qualidade duvidosa, a uns insultuosos 1,29 Euros, estes senhores ainda se dão ao luxo de incluir um "cavalo-de-Tróia" nos seus ficheiros, tratando uma vez mais os seus potenciais clientes como um bando de criminosos. Perante estes factos, justifica-se a pergunta: mas quem é que é o idiota que vai comprar estes ficheiros? Porquê pagar CARO por algo que se consegue obter à borla, sem DRM, "cavalos-de-Tróia" e com uma qualidade sonora superior à oferecida pelo iTunes? Os mercenários-da-música ainda não perceberam que a luta contra o "file-sharing" (não confundir com pirataria, que é algo completamente diferente...), por muito legítima que seja, é uma guerra perdida? Não percebem que este tipo de manobras apenas afastam consumidores e geram desconfiança em relação a uma indústria que maltrata, engana e persegue os seus próprios clientes? Não compreendem que a ÚNICA forma de combater eficazmente a livre partilha de ficheiros e a pirataria é baixar CONSIDERAVELMENTE o preço dos CDs e da "música digital"!?! Não existe outra alternativa. Por muito que lhes custe a aceitar, esta é a ÚNICA solução para salvar o que resta de um negócio que dia após dia caminha em direcção ao abismo. Caso as editoras e as lojas (provavelmente, os principais responsáveis pelos preços inflaccionados dos discos...) não o façam, em breve deixarão de existir. Mas, ainda têm dúvidas?
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4 comentários :

Azelpds disse...

Também gosto do esquema muito na moda de vender-se CDs e albuns com DVDs extra de bónus para inflacionarem ainda mais os preços, numa de limited editions e afins.

Apesar de isto ser muito relativo, nomeadamente de achar que a maior parte desses conteúdos extra não interessam muito, até seria ok se nos dessem a opção de comprar só o album a preço mais baixo, o que muitas vezes acaba por não acontecer.

Lembrei-me outra vez disto porque tinha acabado de ler a notícia da Apple a vender MP3, conteúdo digital e afins (em sintonia com o vosso post), e de seguida numa das minhas buscas reparo que até dá para encontrar por cá o novo album dos Client, o Heartland, mas por agora com esse dvd extra e a 21 euros. Tendo em conta que acho o album meio mediano, numa de 50/50 de faixas "ok" (continuo a adorar o primeiro álbum da banda), foi o suficiente para desistir de o comprar visto que era daqueles casos só para passar som.

Imagino se fosse na Fnac, que apesar de ser das lojas que mais promoções apetecíveis tem actualmente, muitas vezes temos daquelas coisas de um CD normal a 20 euros com etiqueta a dizer preço verde. Nem quero pensar se fosse vermelho...*rolls eyes*

Lá fui eu de seguida aos links da amazon e lojas online do costume. Aguente-se. :p

Ric Jo disse...

Concordo plenamente. Não percebo de economia, mas sou um consumidor ávido de cds. E cada vez mais migro para as lojas online que têm preços muitíssimo superiores (leia-se baixos) a qualquer estaminé por cá. Mesmo as lojas online portuguesas, tirando algumas excepções e lojas de segunda-mão, inflaccionam os preços. Como é possível ficar-me mais barato encomendar um cd de Inglaterra (com portes de envio incluídos) do que em Portugal?!

Quanto às lojas físicas, foi com bastante curiosidade que assisti ao declínio das lojas da Valentim de Caravlho. Não se compreende como é que decidiram encerrar 95% das suas lojas, mantendo até ao final os preços inflaccionados (um cd sem dvd bonús custava sempre acima dos 18€) e sem nunca tentarem colocar os cds a preços económicos. Não é difícil encontrar gente com cds nas mãos em lojas como a Fnac, que apesar de algumas situações caricatas, é sem qualquer dúvida uma benesse à nossa sociedade com os verdadeiros preços verdes que têm (porque os têm mesmo).

Abram os olhos. Baixem os preços. Aumentem as vendas. Enquanto isso, bem hajam as foreign online cd shops ;)

NArez disse...

As editoras continuam a partir do principio que quem compra musica são piratas que só pensam em fazer negócio, e que ninguém merece qq tipo de crédito. Embora esses tb existam, ainda há quem compre musica por gosto, mesmo que ter um cd original não tenha o mesmo prazer que antes dava comprar um vinil.
Além dos preços exorbitantes que se praticam em Portugal (sendo que facilmente se encontra o mesmo por muito menos $ em lojas online, com prazos de entrega muitas vezes quase no dia seguinte, e com novidades verdadeiras, não apenas as requentadas), ainda temos por vezes que levar com cd's que não funcionam nos leitores dos carros (algo semelhante ao que a itunes tem feito com os downloads que só funcionam no computador que os descarregou, o que limita muito o propósito para o qual se quer comprar musica), ou as referidas edições especiais, a que se seguem as edições deluxe e mais tarde as edições legacy. Com sorte, ainda haverá a edição especial limitada com cd extra com 2 musiquitas só para fans tugas.
E não esquecer que ainda há quem faça cópias apenas para uso pessoal, qq dia é preciso efectuar um requerimento e reconhece-lo no notário.
Por último, será legal ficarem-nos com os dados pessoais? Por enquanto acho que é ilegal (resta saber quantas vezes isso acontece sem que nos apercebamos).

Strumer disse...

Sim, as editoras tem que começar a mentalizar-se que a partilha de informação na internet é inevitável. Fala-se muito, ameaça-se alguma coisa, mas no fim a dimensão dessa mesma partilha ainda aumentou mais! A verdade é que penso que com esta nova partilha de informação também muitas bandas beneficiam. quando é que se viu uma disseminação de tantas e pequenas bandas por todo o mundo?como seria possivel que sem esse file-sharing essas mesmas tivessem o protagonismo que conseguem hoje em dia? portanto esta na altura das editoras se adaptarem a realidade actual: baixar os preços, propor extras nos mesmos mantendo os preços iguais e deixar de usar esses cavalos de troia! afinal qual é a vantagem de comprar legalmente se ainda por cima temos de levar com esse tipo de investida. enfim...

cumprimentos

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