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Publicada por / sexta-feira, 12 de outubro de 2007 / 5 Comments / ,

1,2 MILHÕES

Este foi o número de downloads feitos de "IN RAINBOWS", o novo álbum dos RADIOHEAD, no primeiro dia em que ficou disponível online. Impressionante, de facto. Segundo notícias recentes, a banda arrecadou 4,8 milhões libras com esta iniciativa. É muita massa. Consta que, em média, cada pessoa pagou 4 libras para receber o disco por via digital. E, atenção, volto a sublinhar que estes números apenas se reportam ao primeiro dia em que "In Rainbows" foi colocado à venda. Com esta jogada de mestre, os RADIOHEAD anteciparam o inevitável e ainda lucraram (e muito) com essa manobra de antecipação. Conscientes que mais dia menos dia o disco acabaria por cair na Internet, ficando gratuitamente acessível a todos os internautas, a banda de Thom Yorke, decidiu, ela própria, "oferecer" o seu novo disco aos fãs sem lhes pedir nada em troca. Deixou ao critério de cada um pagar o que entender pelo disco. Uma ideia simples, genial e corajosa. Os Radiohead sabem bem que mais de 90% dos ficheiros que enchem os leitores Mp3 não foram obtidos de forma legal. Então, porque não oferecer à borla aquilo que, de qualquer forma, qualquer fã da banda acabaria por obter de graça? Faz sentido, sim senhor. Assim, todos têm acesso imediato a um disco que era há muito esperado pelos fãs da banda. Um disco que os Radiohead esperam que mais tarde seja adquirido pelos seus admiradores em formato CD, pois, dizem eles, não há nada como um CD (sic). Não tenho dúvidas que muitos vão acabar por comprar o CD de "In Rainbows". Essencialmente, por três motivos. Primeiro porque se trata de um óptimo álbum. Em segundo, porque os fãs dos Radiohead cresceram na era dos CDs, logo vão querer ter o CD do álbum para o colocar na prateleira ao lado dos restantes registos do grupo. O terceiro motivo prende-se com a "fraca" qualidade sonora dos mp3 disponibilizados para download.
Apesar de ser fã dos Radiohead desde os tempos de "Pablo Honey", deixe-me confessar-vos o seguinte: ainda bem que não paguei pelo disco. Não compro ficheiros mp3. Muito menos Mp3 com menos de 192 kbps de bitrate. Só o faço se não tiver alternativa. Chamem-me antiquado, mas quando gasto dinheiro com música é para comprar CDs. Gosto de ter algo meu, palpável. Apesar de há muito me ter rendido à portabilidade dos Mp3 (god bless my iPod Classic...), quando gosto muito de um determinado disco (muito mesmo) tenho de o ter em formato fisico. Quando o "In Raibows" sair em CD, terei todo o prazer em comprá-lo. Desde, é claro, que não me peçam uma fortuna por ele. Recuso-me a pagar uns obscenos 20 Euros por um "simples" CD. Nos tempos que correm, nenhum CD vale esse dinheiro. Desculpem, mas não vale. Nem mesmo o "In Rainbows".
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5 comentários :

Marcus disse...

Só o que tenho a comentar é que concordo integralmente com o que você disse.

O Puto disse...

Apesar de ter dado 1 libra pelo disco em formato digital, esta foi a excepção que confirmou a regra. A caixa que estará à venda em Dezembro por 40 libras. Não será demais, apesar de conter uma data de material?

clonixx disse...

É mesmo isso, sabendo de ante-mao q um cd sai prai a 50 centimos é um abuso dar 20 euros por um cd. Nao percebo pq é q nao baixam os preços dos cds para 5 euros por ex,é q ctinuam com os mm preços de a 10 anos! nao tenho dúvidas q mta gente comprava albúns, eu por ex...
Abraço!

mago disse...

Não podia concordar mais com o texto, mas em especial com as seguintes passagens: "Não compro ficheiros mp3" e "...quando gasto dinheiro com música é para comprar CDs.". E é com muita pena minha que quando digo isto aos meus 'primos-putos' eles não percebem...

Igualmente por isso é que cada vez mais compro CDs (e LPs) de coisas antigas, que sei que valem a pena. Já novidades, só mesmo as que gostar muito.

BV disse...

De forma alguma poderei estar de acordo com o preço actual dos CDs. A quebra das vendas de música neste suporte é uma lição para as editoras... não sei se vão a tempo de corrigir o problema. Mas também sou frontalmente contra a pirataria. Como resolvo então o meu problema? Dificilmente dou 18€ ou 20€ por um CD acabadinho de ser editado. O que faço é esperar que o mesmo baixe de preço (coisa que acontece alguns meses depois), até que ande por volta dos 8€/10€, apesar de achar que este deveria ser o valor de lançamento no mercado que, mais tarde, baixaria para 5€/6€ em promoção. Estar atendo às promoções quer na lojas quer na internet é fundamental. Quanto aos downloads, concordo desde que se pague algo pelo que se vai descarregar, seja a preço fixo seja deixando ao critério de quem quer descarregar as músicas, como no caso dos Radiohead. No entanto não poderei deixar de estar de acordo com O Astronauta, na medida em que qualquer trabalho de uma banda ou artista (editado em Vinyl ou CD) constitui uma obra de arte única que só faz sentido com o alinhamento que nos é apresentado, assim como todo o trabalho de design gráfico da capa e afins. Para terminar... quando compro um CD (ainda assim uns furos abaixo do espírito do Vinyl), adquiro muito mais do que uma dezena de canções, algo que jamais obterei fazendo downloads por mais legais que sejam! É este espírito que a geração actual não entende...

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