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Publicada por / segunda-feira, 28 de julho de 2008 / 3 Comments /

VOLTEM SEMPRE!


(Foto: Rita Carmo /Blitz Online)
E perguntam vocês "então, e o concerto dos B-52's, como correu?". Muito bem, obrigado. Diria que valeu a pena esperar quase 30 anos para ver um concerto da "world's greatest party band" em palcos nacionais. Claro que preferia tê-los visto no Coliseu, na Aula Magna ou, vá lá, num Festival com um público mais adequado ao estatuto da banda. O que eu nunca esperei foi ver um concerto dos B-52's misturado com o público desse enorme monumento á grunhice chamado Meat Loaf. Porra, se há gajo que representa tudo aquilo que eu abomino e desprezo na música, esse gajo é o Meat Loaf. Mas, adiante, falemos do que realmente interessa, os B-52's. Que bem se portou a banda de Athens. Apesar das rugas e de alguns quilinhos a mais, Fred Schneider, Keith Strickland, Kate Pierson e Cindy Wilson mostraram uma energia, entrega e vitalidade de fazer inveja a muita banda de garagem que por aí anda. As vozes das meninas continuam imaculadas, Fred continua tresloucado como sempre e Keith voltou a deixar claro porque é um dos guitarristas mais sub-valorizados da história do Rock. Embora tenham caído de pára-quedas num festival que ambicionava ser uma gigantesca celebração de nostalgia (sic), os B-52's fizeram questão de mostrar que não estavam ali para fazer a vontade daqueles que se deslocaram ao Atlântico (apenas) para escutar os "hits" da praxe. Por entre clássicos como
"Mesopotania", "Private Idaho" e "Roam", a banda fez questão de brindar os presentes com alguns temas do novo (e recomendável) "Funplex", como foi o caso de "Juliet of The Spirits", "Ultraviolet", "Love in The Year 3000" e do tema que dá título ao álbum. Para o fim estavam guardados os momentos da noite, os inevitáveis "Love Shack" e "Rock Lobster", dois temas que levaram o Atlântico ao rubro (ou, pelo menos, parte dele). Quando parecia que a festa ainda estava a meio...acabou! Finito! Ficou uma sensação de ..."coito interrompido". Sabia que o concerto não duraria mais de 60 minutos, mas fiquei inconsolável quando a banda abandonou o palco depois de um apoteótico "Rock Lobster". Caraças, ficou tanta coisa por tocar. É verdade que uma hora de B-52's sempre é melhor que nada. Sempre posso morrer mais descansado. Mas...soube-me a pouco. Para mais, fico com alguma mágoa que, na sua estreia em Portugal, os B-52's tenham tocado no palco errado para o público errado (um público que não era o deles, mas que eles souberam conquistar). Aquilo parecia a gala da "M80". Não me recordo de ver tantas camisinhas às riscas e pólos coloridos num Festival de música. Cruzes, credo, canhoto! "Vade retro," Satanás!
Depois do concertaço de sábado, só me resta aguardar que alguém tenha o bom senso de trazer de volta os B-52's, ao nosso país. Desta vez, para um concerto à séria, perante os seus fãs. Pode ser? Em breve, de preferência. Obrigado.
P.S. 1 - Como estava planeado, não vi os concertos das bandas de "covers" dos Marillion e dos Stranglers e consegui sair do recinto logo após o final da actuação dos B-52's, antes de ouvir sequer uma nota do concerto do Meat Loaf. Diria que foi uma noite (quase) perfeita.
P.S.2 - Esqueçam o magnífico espectáculo dos B-52's no Atlântico. O grande acontecimento musical do fim-de-semana (pelo menos a julgar pelo tempo de antena que o jornal da SIC lhe dedicou), foi o lançamento do primeiro disco do José Castelo Branco. Isso sim, é notícia. A música portuguesa ficou mais rica. Já tínhamos os Carreiras e os 4Taste, só nos faltava que a "Paris Hilton portuguesa" também editasse o seu primeiro disco. Ele aí está. A Mariza e os Moonspell que se cuidem! O "Conde White Castle" chegou para conquistar o mundo! Um dia destes ainda vamos vê-lo abanar as ancas no Jay Leno e no Jools Holland...Ou não!
Enfim, é mais uma prova de que, nos tempos que correm, havendo dinheiro para gastar, qualquer um, mas mesmo qualquer um, pode gravar e editar um disco. Até mesmo estas "rainhas da futilidade"! Quem se segue? A Paula Bobone? O Carlos Castro? O que me "incomoda" não é a existência destas personagens, mas sim haver quem lhes dê visibilidade. Mundo estranho, este em que vivemos...
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3 comentários :

Breites disse...

Que pena que eu tive de não ir ver os B-52's! apesar de não serem do "meu tempo" era uma das bandas que mais gostava de ver ao vivo. Porque a boa música é intemporal. Também gosto dos Stranglers mas se dizes que já não são "os mesmos" fico com menos pena de ter perdido o concerto :)

Paredes de Coura está ai a chegar para compensar essas faltas todas.

Quanto ao white castle é tempo perdido estar a falar nesse espécime...

Breites disse...

Whosplayingatmyhouse.blogspot.com

Cheers

O Astronauta disse...

Acho que ias gostar do concerto, meu caro. Já os Stranglers, sem o Hugh Cornwell, para mim, não são a mesma coisa. È, sei lá, como os U2 sem o Bono...ou os Sex Pistols sem o Lydon...
A propósito, diverte-te em Paredes. Este ano, não vou poder ir. Com imensa pena minha, pois nunca vi os Pistols ao vivo. Caraças, ainda me faltam esses...

Cheers

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