"It's not really up to me to give you free music, it's free anyway, for anybody that wants to admit it. Pretty much any piece of music you want is free on the internet anyway".
A afirmação é de TRENT REZNOR, líder dos NINE INCH NAILS, em entrevista a Kevin Rose, o fundador do Digg. O músico fala ainda da nova aplicação dos NIN para o iPhone e do actual estado da indústria discográfica. É, de facto, espantoso o pragmatismo e a visão deste tipo. Trent Reznor é a antitese dos totós que (des)governam as editoras discográficas e de alguns idiotas (como este senhor) que gerem as carreiras de algumas das maiores bandas mundiais. Os mesmos totós e os mesmos idiotas que continuam agarrados a um passado que não voltará e a um modelo de negócio obsoleto. Os mesmos totós e os mesmos idiotas que não conseguem desenvolver uma ideia original e decente que aponte um novo rumo a esta indústria. Pelo contrário, não têm feito outra coisa senão vampirizar as boas ideias dos outros (refiro-me a serviços como o LastFm, YouTube, Muxtape, Spotify, Imeem...). A entrevista é longa, dura 40 minutos, mas vale a pena ver. Ela aqui fica:
A afirmação é de TRENT REZNOR, líder dos NINE INCH NAILS, em entrevista a Kevin Rose, o fundador do Digg. O músico fala ainda da nova aplicação dos NIN para o iPhone e do actual estado da indústria discográfica. É, de facto, espantoso o pragmatismo e a visão deste tipo. Trent Reznor é a antitese dos totós que (des)governam as editoras discográficas e de alguns idiotas (como este senhor) que gerem as carreiras de algumas das maiores bandas mundiais. Os mesmos totós e os mesmos idiotas que continuam agarrados a um passado que não voltará e a um modelo de negócio obsoleto. Os mesmos totós e os mesmos idiotas que não conseguem desenvolver uma ideia original e decente que aponte um novo rumo a esta indústria. Pelo contrário, não têm feito outra coisa senão vampirizar as boas ideias dos outros (refiro-me a serviços como o LastFm, YouTube, Muxtape, Spotify, Imeem...). A entrevista é longa, dura 40 minutos, mas vale a pena ver. Ela aqui fica:
[UPDATE]: Os NINE INCH NAILS foram hoje confirmados na edição deste ano do festival Paredes de Coura. Nice...
2 comentários:
a entrevista é muito interessante. O Trent demonstra ter uma perspectiva bem definida do momento actual que vivemos. mas, também o outro lado que deve de ser tomado em conta. Que ele também fala nesta entrevista.
Quando ele diz, que quando pensava que se o $ fosse para o artista, as pessoas pagavam pelo download, enganou-se redondamente. Ou seja 85% dos que fizeram download do disco não pagaram 1 cent aos NIN.
Ora, quando eu vejo muita e muita gente, a justificar-se que faz downloads, porque o preço dos CDs é caro, com eu sempre disse, não passa de hipocrisia.
Nunca foi o problema do preço, nem nunca será. Foi e é a possibilidade de ter sem pagar.
também, nós publico consumidor, temos de ter noção das coisas e o que Trent diz é isso mesmo, ninguem está mesmo para pagar ao artista, logo a desculpa das editoras serem vilões é mero "bla bla bla" para justificar uma coisa que todos sabemos que podemos fazer, que nada nos acontece, mas que na realidade, ninguem nos deu o direito de a fazer.
è como se passar nos radar, não tivesse direito a mult, ninguem passava a menos 50, mesmo sabendo que estava a infringir o codigo, aqui é exactamente a mesma coisa.
Olá Soares,
repara: os 85% que não pagaram 1 cent pelo download do disco, provavelmente também não comprariam o CD. Certo? Por outro lado, esses 85% que não pagariam por um disco/CD dos NIN, acabaram por ouvir a música do grupo. É possível que a banda até tenha ganho novos fãs. Essa é a perspectiva que deves analisar.
Eu próprio não compro muitos dos discos que descarrego da net. Não os compraria de qualquer forma. São discos que têm 2 ou 3 temas decentes e nos quais jamais gastaria dinheiro.
Em contrapartida, esforço-me por comprar os discos que gosto, mesmo depois de os ter descarregado da net. E à conta disso, já comprei muitos discos que
nem conhecia, de bandas de quem nem sabia existirem.
Quando compro um disco não penso para quem vai o dinheiro. Claro que preferia que a maior fatia do bolo fosse para os criadores e não para os editores, como é óbvio. Mas, duvido que comprasse mais ou menos discos por esse motivo. Essa é uma guerra dos artistas, não minha. Eu apenas defendo os meus interesses como consumidor. E sim, continuo a afirmar que as editoras são os principais culpados por tudo o que lhes está a acontecer. Caraças, trabalho há mais de 10 anos com a indústria discográfica. Penso que tenho algum fundamento para sustentar esta minha opinião. Ou não?
São vilões, sim. E incompetentes. E retrógradas. E sim, também são gananciosos, muito gananciosos. Salvo raríssimas excepções (algumas "indies" construídas com paixão e suor), estão-se a marimbar para os artistas e para os fãs. E quem pensa o contrário, vive enganado.
Sacar música da net é ilegal? Pois é. Mas, desde quando tudo o que é ilegal é errado? Tenho de concordar com todas as leis só porque são leis? Tenho de as cumprir, é verdade, mas...tenho também de concordar com elas? Há leis que não fazem sentido, estão desajustadas da realidade. E, algumas, até são bastante discutíveis. Por exemplo, na Alemanha, não há limites de velocidade nas auto-estradas. Cá, não podes passar dos 120. Quem tem razão? Quem está certo? Quem tem mais acidentes e mortos nas auto-estradas? Nós ou eles? Moral da história: leis não são verdades absolutas. Certo?
Tu sabes que eu defendo que a música deve ser paga. Os criadores e editores devem receber pelo seu trabalho. Caso contrário, um dia destes ninguém quer ser músico. Agora, no actual panorama de abundância e crise global, pedir 15 Euros por um CD é um absurdo. Claro que as pessoas preferem sacar da net. Muitas não têm outra alternativa.
As editoras, em vez de criar um modelo de negócio de venda de música online justo e inovador para os artistas e consumidores, apenas se preocupam em extorquir dinheiro aos novos serviços web 2.0, em bloquear a internet aos internautas, em processar os próprios consumidores e em chatear a cabeça aqueles que promovem os seus artistas sem pedir nada em troca. Foi o que aconteceu comigo, que recebi um mail do Web Sheriff a chatear-me porque coloquei no blog o novo vídeo do Tiga, que está no YouTube e no próprio MySpace do canadiano. Achas isto normal? Eu não acho.
Fuck them all!
Abraços
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