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Publicada por / quinta-feira, 23 de julho de 2009 / 8 Comments /

Agenda | SUGESTÃO PARA SÁBADO


Este Sábado, dia 25, o meu bom amigo PAULO LIZARDO (aka H8 My Voice) vai cruzar uns discos no ACERCADANOITE, um dos bares mais emblemáticos de ALMADA. Caso estejam por perto e pretendam beber um copo ao som de boa música, apareçam. Vai ser bom. Porquê? Porque o rapaz percebe da coisa. Como é que sei? "Cruzei" discos com ele durante mais de 6 anos. E conheço-o há quase 25. Desde os tempos em que o tipo coleccionava posters e recortes da "Bravo" dos Human League e Depeche Mode. É verdade, ao contrário da maioria dos "bota discos" que por aí andam (que, de repente, parece que tiveram uma espécie de epifania...), o Paulo Lizardo não acordou ontem a gostar de Depeche Mode e Human League... Ah, e para mais, tem a melhor colecção de discos de vinil que conheço. Este gajo tem tudo e mais alguma coisa. Chega a ser "irritante"... Enfim, tudo bons motivos darem um salto ao ACERCADANOITE, em Almada, no próximo sábado. Tenho a certeza que não se vão arrepender...

Mais informações sobre o "artista" aqui. E sobre o Bar aqui.
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8 comentários :

Rui Costa disse...

hey astro

e para quando uma nova sessão planeta pop? já temos saudades.

Rui

O Astronauta disse...

Não está nenhuma prevista para os próximos tempos, caro Rui.
Nada que me preocupe. Cá entre nós, que ninguém nos ouve, vou confessar-te uma coisa: não ando com saudades nenhumas de meter música. Pelo menos, em locais como o Incógnito, em que tinha sempre aquela "obrigação" de meter as pessoas a dançar. Perdi a paciência para esses filmes. E, acima de tudo, perdi a pachorra para meter música para gente de "vistas curtas" e que apenas sai à noite para ouvir a mesma música que ouve em casa.
Por outro lado, hoje me dia há DJs a mais, a passar a mesma coisa. Actualmente qualquer um pode ser DJ, não é? Antes tinhas de ter uma boa colecção de discos que depois se reflectia nos teus sets.
Hoje não é assim, basta ter uma boa ligação à net, conhecer uns bons blogues, sacar os mp3 certos...e voilá!
Quando conheces certas pessoas que antes só ouviam RockFM ou aquelas merdas feitas em Viena na década de 90 e, de um momento para o outro, começaram a passar temas dos Human League e Soft Cell nos seus sets, pensei: "pronto, está tudo fodido! Chegaram os "cata-ventos" do costume, que se colam a tudo o que "está a dar".
Repara, quando passas grande parte da vida a ouvir bocas por gostares dos Duran Duran e dos Pet Shop Boys e depois vês algumas dessas pessoas que sempre te mandaram bocas passarem temas dos DD e PSB nos seus sets (como se essas canções não existissem há mais de 20 anos...) sabes que alguma coisa está errada. Falta autenticidade a essa gente e isso faz-me muita confusão. Deixa-me dizer-te o seguinte: hoje há por aí gente a construir carreira como DJ a passar música que há uns anos atrás abominava. Não achas isso estranho? Não achas isso esquisito? Eu acho. Essa é uma das razões porque perdi a vontade em ser "toca-discos". Não me quero ver metido no mesmo saco que essa gente.
Se calhar sou eu que levo estas coisas demasiado a sério. Talvez. Mas, a verdade é que me está a saber muito bem estar longe desse "mundo". Não discarto a possibilidade de um dia voltar a cruzar uns discos, caso surja uma proposta interessante. Mas, não será algo que eu procurarei, por iniciativa própria. Tenho coisss mais interessantes para fazer na vida.

Abraços

Rui Costa disse...

ya astro
compreendo-te perfeitamente.
mas isso não me impede de ter saudades da noites PP no Inc. penso que vocês faziam a diferença.

abraços
Rui

Breites disse...

Apesar de não ter um quinto do vosso conhecimento musical (especialmente em coisas mais antigas...) foi com grande prazer que vos vi passar som, uma única vez, num sítio que não conhecia e que me cativou. O Trampolim, em Torres Novas, é realmente um bom espaço, com uma boa programação e onde vocês encaixam perfeitamente. Era bom que lá voltassem mais vezes.

Quanto a essa "cultura de Dj" até me pareceu que a vossa postura é um tanto diferente dos "Dj's normais"... Estavam ali em amena cavaqueira e sem pretensões a nada, a passar o que vos dá prazer e até por isso acho que não te devias incomodar tanto com essa gente que referes. Com certeza que quem conhece sabe reconhecer a diferença e dar-vos valor. Pelo menos quem vai a uma secção PP deveria saber ao que vai...

Espero que por essas situações não deixes de ter prazer em pôr discos.

abraço

Sid disse...

Olá Astronauta!Essa eterna questão da "Cultura de Dj" passa um pouco também pela educação e personalidade de quem sai à noite.Muitas pessoas saem à noite já com frustrações acumuladas do quotidiano,em Portugal então,pratica-se muito a cultura do maldizer,rebaixo o outro para me sentir melhor.Num bar o alvo mais fácil é o "DJ",seja bom ou mau,tenha ou não tenha prepotência,a maior parte que os critica e os fazem sentir mal,geralmente são pessoas com uma auto estima tão fraca,que encaram a cabine como um lugar de protagonismo e poder,a limitação é tanta que não se apercebem que a noite é uma conjugação de várias vertentes.Não deixes de passar música,algumas pessoas precisam de ser educadas,e quem perde sempre essa suposta "batalha mental" é por norma quem deixa que as frustrações os acompanhem eternamente.Abraço "nortánhu"!

My_Little_Bedroom disse...

Não querendo ser malicioso, talvez estejas a levar tal coisa muito a peito. Mas é claro que te percebo porque já estive atrás da maldita cabine a ouvir pedinchar pelos Franz Ferdinand (quando tinham já levado com a "Eleanor Put Your Boots On") e Bloc Party (versão remisturada de "Tulips"). Mas numa coisa realmente tocou-me o que disseste: tu tens uma colecção de discos, eu estou a construí-la e faltam as bases. É como uma casa construída num planalto.

No fim de contas, infelizmente, há sempre cá alguém para dizer o que está na moda, alguém para criticar e alguém para copiar. Como o teu blog, talvez e infelizmente...

O Astronauta disse...

My friends,
perdoem-me a resposta tardia aos vossos comentários, mas meteu-se o fim-de-semana e outros valores se levantaram...

Breites (desta vez acertei no teu nome...eh eh),
quem me dera que todos os bares fossem como o Trampolim. Por mim, passava lá música todas as semanas. Mas, fica longe...

A minha insatisfação em relação ao "djing" prende-se, em primeiro lugar, com essa "obrigatoriedade" de ter de meter as pessoas a dançar. Não me agrada ser esse tipo de DJ. Embora, saiba que, no fundo, é essa a função de um DJ...certo?
Se calhar, por isso é que nunca me considerei um DJ. Sou mais um "toca-discos". Assumo-me como tal e com orgulho...eh eh...

Estou numa fase em que prefiro meter música em locais sem pista-de-dança. Dá-me mais gozo. Não nego que, para quem mete discos, sabe bem ver as pessoas reagir de imediato à "tua" música. Essa "gratificação instantanea" dá um gozo tremendo. No entanto, prefiro outro tipo de "gratificação". Enquanto "toca-discos", satisfaz-me muito mais ser abordado por alguém que quer saber o nome de um tema que não conhece, mas que gostou, do que ver toda a gente aos pulos ao som do "Wolf Like Me", dos TV On The Radio (foi só um exemplo). Percebes o que quero dizer? Esse é o tipo de reacção que procuro nas pessoas. O mesmo tipo de reacção que eu procurava, enquanto ouvinte, quando saia à noite...noutros tempos. Gostava de ser surpreendido com música que não conhecia. Ainda hoje sinto um "formigueiro" quando ouço pela primeira vez um tema que não conheço e que me fica no ouvido. Quero logo saber que tema é aquele e quem são os seus autores. Para quem gosta de música, esses são momentos mágicos que não se esqueçem. Gostava de (continuar) a proporcionar alguns desses momentos a outras pessoas. Afinal, essa sempre foi uma das razões da existência deste blogue. E é também um dos únicos motivos que me fazem querer continuar a "cruzar" uns discos...Estou sempre disponível para o fazer, desde que seja no lugar certo.

Abraços

Azelpds disse...

É uma questão de procurares, se tiveres mesmo vontade, os sítios certos. Claro que isso implica fazeres uma experiência ou outra que pode não correr bem, que serve de teste, e vais filtrando os sítios. :)

A minha filosofia nestas coisas continua a pautar que o que é dançável ou não, é muito subjectivo. Tudo vai da postura das casas e das pessoas em si.

Se uma pessoa gosta de uma música, ela é dançável, ponto final, por muito mais lenta que ela até possa ser em relação a outras. Tem a ver com feeling, com esse gostar, não se tem ritmo x ou x bpms, ou de género tal. Mas vá-se lá tentar fazer entender isso às pessoas...

Se gostarem de música, se não se importarem de dançar ao som de algo, mesmo que não conheçam o que está a dar, apenas porque aquele ritmo ou letra x e y diz-lhes algo, então irão gostar das minhas noites, como costumo dizer.

É persistir, insistir e, no que me toca, não aceito imposições das casas nem de clientes (mas aceito sempre pedidos do público por exemplo, desde que tenham a ver com a noite). Adapto-me às casas no que toca às sonoridades que passam lá, mas de resto, se aceitam fazer algo conhecendo a nossa filosofia, não nos podem exigir x ou y, incluindo que as pessoas dancem à força e que uma noite de certo género resulte logo das primeiras vezes.

Pode acontecer, mas várias vezes é um factor mais sorte que outra coisa, tendo em conta o imprevisível que é isto das noites. No geral, é preciso um trabalho contínuo e claro que muitas casas não o entendem nem estão para isso, para arriscar, pois querem resultados imediatos. E sim, também percebo e aceito perfeitamente essa postura.

Ironicamente, como faço casamentos também, tenho visto cada vez mais nessa área pedidos muito mais interessantes e surpreendentes do que em muitos sítios nocturnos, por mais estranho que pareça. Mudança de gerações talvez.

Agora em relação se outras pessoas também passam esta banda ou outra que também passamos, pessoalmente, i don't care. Até acho muito bem, só ajudam a divulgá-las em muitos casos, o que conta é o que cada uma faz com essas bandas e música, como são as noites de cada pessoa e não se x ou y agora também passa banda tal, ou se fulano z descobriu há mais tempo as mesmas. Garanto-te que as noites delas não têm nada a ver com as tuas, minhas etc, mesmo que usem as mesmas bandas. :)

Vejo aí tanta gente a passar música há tanto tempo, que passam certas bandas e que as noites não me dizem rigorosamente nada, não surpreendem, sempre a mesma onda. Mais grave ainda, é ver outras pessoas começarem a meter música e seguirem essa filosofia também, mas são posturas e respeita-se.

E sim, se há algo que gosto quando saio é ter a mistura entre o divertir-me e que me surpreendam. nem que seja passarem outra música de album x invés daquela que todos passam, constantemente, todas as noites. É como daquela vez em que vocês que foram à Carbono, se ainda se lembram, e calhou eu estar lá a meter uns discos e perguntarem-me o que estava a dar, e de que album era a faixa x de Royksopp e por aí adiante. That's the point.

Sinto existir uma falta terrível de tentar proporcionar-se aquilo a que chamo de momentos 'especiais, em que com uma música tu podes mudar a noite de uma pessoa e até a vida em alguns casos.

Mas também, é a tal coisa, chateia-me sim, como tudo funciona neste meio, os amiguinhos, o andarmos num loop constante, mas ao mesmo tempo mantenho a minha identidade e não me vendo, pois devo-o a mim, às pessoas que me vão apoiando, às que gostam da mesma filosofia e às bandas que igualmente confiam em mim, havendo o amor mútuo pela música, comigo a tentar ajudar no que possa, porque deveria ser essa também uma das funções do dj, ajudar a promover a música, as bandas e não ser mais um dos factores que contribuem para a estupidificação das massas.

Enfim, isto e matéria que daria pano para mangas, ou para uma conversa de café até altas horas da noite. :p

Abraço e não vale a pena chateares-te muito. É acreditares no que fazes e seguires a tua linha, insistindo, deixando os outros na sua :)

PLANETA POP | RADAR 97.8

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