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Publicada por / quarta-feira, 31 de março de 2010 / 26 Comments / ,

Post-It | SERÁ POSSÍVEL SALVAR O CD?

No início da semana passada, Universal Music anunciou que em breve vai reduzir o preço dos CDs no mercado americano para um valor que andará entre os 6 e 10 dólares (7.40€). Finalmente, alguém com cérebro e lucidez na indústria discográfica. Com esta nova estratégia, que visa estimular a venda de CDs e combater os "downloads" legais e ilegais, a multinacional pretende evitar o desaparecimento do "formato físico", que tem perdido cota de mercado nos últimos anos. As restantes editoras discográficas já vieram a terreno criticar a medida, (que surpresa!) alegando que vão perder dinheiro se venderem CDs por estes valores. Será? É preferível não os vender e deixá-los a apanhar pó nas prateleiras das lojas, é isso? Inteligentes, estes tipos. Desconhece-se se esta medida terá repercussões nos restantes mercados mundiais, em particular em Portugal, que é o que nos interessa. Tenho dúvidas. A não ser que a Universal "obrigue" as suas sucursais em todo o mundo a seguir as novas directrizes. Na minha perspectiva - já o escrevi aqui mais de uma vez - este processo era inevitável. Restava saber quem daria o primeiro passo.

Os CDs têm (sempre tiveram) um preço de produto de luxo. Numa época em que (quase) toda a música está disponível na internet, não faz sentido pedir 15 a 20 por um CD. Não interessa sequer discutir se esse é ou não o preço justo por um Compact Disc. Penso que já passámos essa fase, uma vez que se tornou claro que as pessoas deixaram de comprar discos. Preferem ir "sacá-los" à internet, de borla. Parece-me também irrelevante discutir a moralidade deste acto. A troca ilegal de ficheiros (reparem como evitei a palavra "pirataria", que é outra coisa completamente diferente) existe, é uma realidade que parece não ter fim à vista (se é que alguma vez terá). Para mais, se tivermos em conta o actual clima económico e se pensarmos que a música há muito deixou de ter o impacto cultural de outros tempos, facilmente se compreendem as razões do declínio da venda de discos. Os jovens, hoje em dia, têm muitas alternativas para dar destino à sua mesada: telemóveis, computadores, gadgets, roupa, jogos de vídeo, copos, copos e mais copos...A música é, regra geral, a última das suas prioridades, uma vez que essa pode ser obtida de graça. Os menos jovens, com as prestações da casa e do carro, as despesas com a luz, a água, o gás e os filhos, olham para os CDs como um bem dispensável. Eu próprio - que ainda tenho este "estranho" hábito de comprar discos - olho para os CDs como um bem dispensável, como uma das minhas últimas prioridades. "Isso é porque podes sacar a música na net", dirão alguns de vós. Errado. Se a partir de amanhã a torneira fechasse e fosse totalmente impossível descarregar música da internet, posso garantir-vos que não compraria mais discos do que aqueles que compro. Porquê? Porque já compro os discos que preciso e que sinto que tenho de ter. Compraria mais CDs caso eles descessem para os 6 ou 10 Euros? Sim, é provável. Nomeadamente alguns discos que eu considero medianos, mas que têm 2 ou 3 temas muito bons. Na verdade, eu já só compro CDs por esse valor. Recuso-me a pagar mais de 10/12€ por um CD novo. Apenas abro excepções para uma ou outra Edição Especial de discos clássicos das minhas bandas de eleição. Essa a razão porque grande parte das minhas compras são feitas na Amazon.uk. Para além do extenso catálogo que a loja online me oferece (a maioria dos discos que me interessam não estão sequer disponíveis em Portugal), ainda me proporciona preços imbatíveis.

Há cerca de duas semanas, mandei vir, de uma assentada, 16 CDs da Amazon. 16 CDs que me custaram o preço de 7 ou 8 discos comprados em Portugal. E tudo discos novos (refiro-me ao seu estado, não à data de edição), edições especiais, alguns deles duplos. A maioria custou-me entre os 5 e 9€. Na Fnac, alguns desses discos custariam uma pequena fortuna. Querem um exemplo: aqui há uns meses encomendei a edição Deluxe do "Non Stop Erotic Cabaret", dos Soft Cell. Custou-me 8,99 libras, mais ou menos 10€. Na Fnac custa uns módicos 25€. Leram bem: 25 Euros. A diferença, como podem verificar, é abismal. Como é óbvio, recuso-me a pagar 25€ por um CD, seja ela qual for. Os 10€ que paguei pelo disco dos Soft Cell pareceu-me o preço justo por um álbum lançado em 1981, que foi reeditado mais que uma vez e que já deve ter vendido o suficiente para dar lucro à sua editora e à banda.


Esta iniciativa da Universal é bem-vinda e deve ser aplaudida. 10€ parece-me o preço adequado por um CD "novo". Esta medida pode, de facto, fazer com que as pessoas que nunca desistiram dos CDs comprem mais discos. Consumidores como eu, agradecem a redução dos preços. Porém, para uma geração que cresceu habituada a não pagar pela música que ouve e consome, temo que esta estratégia da Universal chegue tarde demais. É capaz de ser demasiado tarde para salvar um formato que parece condenado à extinção e, acima de tudo, para mudar hábitos de consumo que se encontram enraizados no ADN de uma nova geração de melómanos. Como convencer gente que cresceu a consumir ficheiros mp3 pelos quais não paga, a comprar CDs? Baixando o seu preço? Será suficiente? Duvido...

E vocês? Digam de vossa justiça: comprariam mais CDs caso as editoras baixassem os seus preços para os 6, 7, 10 Euros? Gostava de saber a vossa opinião. A caixa de comentários está à vossa disposição.

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26 comentários :

My_Little_Bedroom disse...

Não há muito mais a dizer do que o que já disseste.
Quanto a mim, comprei outro dia na FNAC o CD de estreia dos Blasfemea que está mais caro do que o destaque do B Fachada (vá-se lá entender porquê), não posso exagerar nos discos que compro, e se pudesse claro que comprava mais CD's. Porque me interessa o objecto em si, porque a cultura me interessa tal como a todos os que por aqui passam.

Será que o CD de estreia dos Golden Filter vai cá chegar por exemplo? Talvez, antes de o CD estar morto, lojas discográficas como a FNAC que não oferecem mais que objectos e consumo na maior parte do ano estão, em países como Inglaterra ou mesmo Portugal, condenadas a desaparecer...

Um abraço

josé disse...

Neste momento já estou tão habituado ao formato mp3 que chego a sacar álbuns que já tenho em CD só para não ter de os ir buscar, depois passar para o computador e depois para o Ipod.

Por 6 euros talvez comprasse um CD, mas mais pelo design gráfico da embalagem e nesse campo o vinil é bem superior.

Creio que o formato CD morreu de todo e não adianta dar choques eléctricos que ele não volta.

Anónimo disse...

Então não comprava mais! e olha que o'sacar'não me diz nada.tenho é perdido o vicio de comprar musica.é muito myspace e só comprar o realmente muito bom.

Glitz disse...

Hallo! Bom no meu caso eu já faço isso. Compro mais Cds e discos por esses precos, a diferença é que faço-o em Londres ou outro sitio fora de Portugal. Alías é inadmissivel o preço da musica em Portugal( e refiro-me tb a preço de concertos, excepto festivais) nós temos os salários mais baixos, as taxas mais altas e no entanto a cultura musical continua a ser um artigo de luxo. Basta ir aqui ao lado a Espanha para se notar logo a diferença.Sinceramente acho que estamos perto do fim da musica como objecto fisico.Indicios??: 1-Sou professor e noto que os meus alunos tem tudo em mp3 /4/ 5 e por ai fora. Eles simplesmente nao compram cds, nem os para gravação! vinis! nem sabem o que é isso. Para eles isso era como a musica se transmitia lá num passado distante. 2- passo tb musica e cada vez vejo mais pessoal a trazer o seu Mac e passar através de mp3, Sempre vão dizendo " epá nao tou para andar carregado" ou "já não tenho espaço em casa para cds ou vinis". Felizmente ainda se vão vendo nas lojas melomanos que compram e gostam de ter o seu objecto musical, e algo fisico para estimar, nas mãos.Mas isso cada vez mais vai sendo uma especie em extinção. Well my friend,It´s the end of the world as we know it, and i...DO NOT FEEL FINE !

Abr

gonn1000 disse...

Eu compraria. Tal como tu, deixei há muito de comprar CDs por mais de 10 euros - compro-os em lojas de segunda mão, promoções ou à saída de alguns concertos. Mas mesmo o conceito de álbum está, infelizmente, fora de moda, por isso não sei se a redução de preços convence a maioria do público que liga mais aos singles (que ainda se sacam mais facilmente). De qualquer forma, como em Portugal os CDs são escandalosamente mais caros do que em muitos pontos da Europa, não sei se esta medida terá reflexo por cá.

audim disse...

Olá. Aqui no Brasil, um disco novo chega a custar 40 reais (25$). Se você acha a situação estranha ou biazarra, imagine a aqui na américa do sul. Lançamentos chegam a demorar 6 meses para chegaram. E se chegarem. Vivo em uma cidade de 600 mil habitantes. Nenhuma loja que vende exclusivamente música; cds e dvds.

O Astronauta disse...

Ora, aqui está um punhado de opiniões interessantes. Parece-me que a maioria compraria mais CDs caso estes descessem substancialmente de preço. É isso?

Não tenho dúvidas que enquanto a nossa geração por cá andar, o "formato físico" não vai desaparecer, mesmo que o conciliemos com o "formato digital". Que é o que eu já faço. Agora, parece-me claro que as novas gerações já estão noutra. O futuro está nos downloads e, a médio prazo, em serviços como o Spotify. Já imaginaram, um dia, poderem escutar toda a vossa discografia no computador de casa, leitor mp3 portátil, rádio do carro, televisão, consola de jogos, telemóvel e pc portátil em qualquer lugar do mundo? Sem ser necessário transportar discos ou ficheiros. É o que vai acontecer daqui a 5 anos, no máximo. Isto significa que o "formato físico" vai desaparecer? Não me parece. Pelo menos enquanto houver que compre discos, como é o nosso caso. Seremos uma minoria, é verdade, mas haverá sempre que quererá possuir o objecto.

Obrigado pelas vossas opiniões.
Cheers

Biffy disse...

Eu ando sempre à cata de cds interessantes e baratos para comprar. Há uns tempos atrás encontrei o Sound of Silver dos LCD Soundsystem, os Empire of the Sun e o Overpowered da Roisin Murphy todos abaixo dos 10 euros e comprei (na Fnac, por incrivel que pareça). Para quem vive em Lisboa é capaz de ser mais fácil encontrar coisas baratas, mas para quem só tem à disposição lojas como Worten e afins, a maioria das coisas está cara e não tem nada a ver com o estilo de música que ouço.
Mas sim, de vez em quando substituo cds sacados por cds originais, em especial quando sei que valem a pena. Ainda ontem estive para comprar o Viva La Vida dos Coldplay por 6 euros na Worten, mas depois tive que fazer outras despesas e acabei por o deixar lá para outra oportunidade. Mas não está esquecido, ainda lá o vou buscar! :D
Considero que se os cds baixassem de preço em Portugal comprava mais. É inadmissível que se encontre à venda o Melody A.M. ou o Moon Safari por 17 euros quando são discos com cerca de 10 anos... E nem falo dos clássicos que já aqui foram mencionados.
Vamos a ver no que dá.
Sou a favor desta medida!

Abraço!

Biffy (Opus Sound)

music is my radar disse...

Identifico-me muito com as respostas ao post e compraria de bom grado cds mais baratos nas lojas em vez de os mandar vir da amazon, como há já algum tempo faço. partilho as duvidas se a medida de descer o preço salvará o formato. terá que ter uma solução associada ao produto como booklets etc. um abraço

ajbranco disse...

Goldfrapp - Head first Fnac, preço verde, 17,99
Goldfrapp - Head first Play.com - 11,99 portes incluídos.
Mais que o preço dos cd's, eu acho, e como é apanágio em Portugal, que andamos a ser comidos pelas grandes cadeias. Somos aqueles que têm ordenados menores, (alguns), mas pagamos os bens como se tivéssemos os ordenados do Dubai. O costume.

Pedro disse...

Olá, eu tb deixei de comprar CDs em Portugal. Mando vir das seguintes lojas digitais: www.play.com e www.cdwow.com. Como é possível comprar cds a menos de 10€ e remetidos da Nova Zelândia, Hong Kong e Suiça, ah e nestas lojas o envio é GRATIS. e encontram-se verdadeiras pechinchas que valem bem a pena, enquanto puder mando sempre vir cds destes sítios, um abraço

soares disse...

enquanto houve gente a pagar estes valores,
http://vivathe80s.blogspot.com/2009/04/crisis-what-crisis.html
http://vivathe80s.blogspot.com/2008/12/ainda-dizem-que-o-cd-est-morto-ser.html
os CDs vão andar por ai, pelo menos mais 25/30 anos, o que é muito!
Não prevejo que o mp3 dure 10, mais facilmente será substituido por outro formato de certeza absoluta.

alex disse...

Eu, como muita gente que comentou também já faz aquilo que é comprar os Cd's entre os 6€ e os 10€. Desde há muito tempo que deixei de comprar acima deste preço pois simplesmente não compensava. Fica-me muito mais barato encomendar do estrangeiro que poupo vários euros que me dão para outras compras que também necessito. Agora claro, se lojas como a Fnac adoptassem essa política sempre que lá fosse compraria mais CD's, visto que as minhas últimas visitas a esta loja têm sido marcadas por pouquíssímas compras.

Muito bom post ;)

Abraço

Paulo P. disse...

Mais um post interessante, como sempre.
Na minha opinião, o cd é o formato ideal, em termos de arrumação, portabilidade e em som. O vinil pode ter melhor som, mas detesto ouvir o som das "batatas a fritar". Aqui o CD marca pontos. Também, é mais simples escutar um album inteiro, sem ter de andar a virar a rodela. A menos que sejam álbuns duplos. Outra coisa é a vantagem de poder transportar mais fácilmente de um lado para outro, sem ter de andar com grandes volumes atrás, no caso do vinil. Facilmente, podemos fazer cópias de segurança dos nossos discos com um simples toque no botão do pc (não tem nada a ver com a pirataria). O vinil também pode, mas não é a mesma coisa. Para mim, o CD é o meio mais cómodo de ouvir música em casa. Se quero ouvir a minha colecção de CDs fora de casa, é evidente que o mp3 é o formato ideal, em termos de ocupação de espaço a todos os níveis (em média 4 a 6 MB por música). Aqui, a qualidade sai a perder um pouco, desde que não converta abaixo dos 192 kbps. O mp3 não substitui o CD de maneira nenhuma, para mim. O CD só pode desaparecer se as editoras teimarem em não baixar os preços dos CDs. 10 euros é o máximo aceite. Nos tempos de hoje, a música não é a mesma coisa como na década de 80 ou 90. O que não falta é onde gastar o dinheiro noutras coisas. Compro um CD de vez em quando e dos artistas da velha guarda. Os artistas mais novos, tem de saber aliciar a juventude com mais criatividade, penso eu.

MusicStuff disse...

concordo plenamente, com o que escreves. Sem dúvida que compraria muito mais CD's, passo o meu tempo a poupar para de vez em quando poder comprar um CD. de 15€ / 20€ quando a esse preço poderia comprar muitos mais, adoro edições de luxo e essas também são demasiado caras. a FNAC chega a variar o preço de loja para loja e, por exemplo: quando a Madonna cá esteve e vi o preço dos CD's estavam todos ao dobro do preço habitual, CD's esses que são de 80/90. No natal os preços voltaram ao normal. Mas estes de 80/90 custam 10€ ou mais, quando o seu valor real não é esse.

estou completamente de acordo com o que escreves e era um sonho tornado realidade, a Universal e todas as editoras porem em prática essa "medida". Mas lá está, quem não lhe diz nada ter um CD "verdadeiro" provavelmente o que comprará não será muito diferente do que compra hoje.
Para mim, seria excelente.

du disse...

Do mesmo modo, recuso-me a pagar mais que certo valor, excepto para bandas de eleição ou edições mesmo especiais. Mesmo aí, tenho atenção ao preço.
A amazon faz-me as delícias. Ainda por cima estou em Londres este ano, os portes são baixos e compro praticamente tudo em segunda mão em óptimo estado.

A iniciativa da Universal é boa, mas não é mais do que aquilo que se podia esperar. As pessoas esquecem-se que os lucros das discográficas não vêm só dos cds. Vêm das taxas aplicadas aos produtos de gravação (cds virgens e gravadores, por exemplo) que são distribuídas, bem como as taxas de reprodução e licenciamento além fronteiras. A brincar a brincar, a Europa envia todos os anos para os EUA um valor astronómico pela reprodução em público de obras protegidas por direitos de autor (não me recordo mas acho que ultrapassa os 20 milhões), e os EUA fazem o mesmo, mas o nosso mercado é bem menor.
Outra coisa que ajudava era reduzir o tempo de protecção dos direitos de autor. O tipo morrer e a obra estar protegida durante mais 70 anos (sim, 70) é uma estupidez. O Metropolis, de Fritz Lang, por exemplo, lançado em finais da década de 20, ainda está sob protecção e por isso tem preços bem mais altos do que devia.

Ainda não viram nenhum "artista" ficar pobre à custa do file-sharing, pois não? Ou um grupo discográfico como a Universal ir à falência? A "pirataria" não explica tudo. Baixem os preços e lucrem menos que a época é de crise e há competição nos formatos.

Pacheco disse...

Definitivamente.

www.wearepajamas.com

Shumway disse...

Um belo texto.
Tal como tu, eu e muitos da nossa geração, nascemos musicalmente num periodo (os anos 80) onde a compra de discos (inicialmente em vinil) era um ritual e um processo de descoberta pessoal. Pois nessa altura, não existia a internet e a divulgação musical era escassa.
Proporcionalmente, e em relação ao nível de vida dos portugueses, acho que nessa altura os discos eram mais baratos.
E é verdade que como jovens sem grandes posses economicas, gravavamos K7's mas na maioria das vezes para conhecer novos artistas que mais tarde iriamos comprar em formato fisico.

Hoje, felizmente com o orçamento familiar controlado, ainda acho que compro muitos discos (entre 5 a 10 por mês), mas maioritariamente pela internet, via Amazon, Amoeba, Insound ou no Ebay. Aqui tenho encontado imensos CD's e discos de vinil a preços fantásticos. Sejam CD's novos, semi-novos, usados, edições especiais, etc. Chego ao ridiculo de compar CD's a $0.01 só por terem o código de barras com uma perfuração para não serem vendidos ao preço de "retail".
Este ano CD's como o ultimo dos Spoon ou o dos The Soft Pack, chegam-me ao conforto caseiro por menos de €10.
Esta medida ou outra similar só podem fazer com que ainda compre mais discos.
Espero é que seja util para algumas das lojas independentes que ainda temos em Portugal, que infelizmente e pelos motivos referidos, me foi afastando nos ultimos anos.

Abraço

O Astronauta disse...

Ora, aqui está mais um punhado de excelentes opiniões/testemunhos sobre este assunto.
Obrigado a todos pelos comentários.

3 conclusões claras:
1º - a maioria está disposta a comprar mais discos por um preço reduzido;
2º - a maioria, quando compra CDs, só o faz por preços mais acessíveis.
3º - a maioria recorre às lojas online internacionais para comprar CDs a preços mais acessíveis.

Interessantes, muito interessante. Embora, não me surpreenda, pois faço o mesmo. Quem perde com tudo isto são os lojistas nacionais. Paciência. É a lei da concorrência.


Abraços

Marco Oliveira disse...

Compraria, sem dúvida... Confesso que, tal como o Garcia, não compraria muitos mais do que compro agora, mas sim, compraria mais. E sou daqueles que ainda compro CDs mesmo até quando já tenho os álbuns em MP3... Mas compro-os quando os encontro a preços justos (regra geral, pela internet ou em viagem ao estrangeiro). A última vez que me lembro de ter comprado um CD a mais de 10 Eur foi porque tinha um talão de desconto... Ficou-me por volta de 10 ou 11 Eur e mesmo assim só mereceu a compra porque era de um dos meus artistas preferidos. Se não o fosse, e por uma questão de princípio, aquele Eurito a mais faria toda a diferença. Seja como for, a questão é mesmo se esta medida tardia ainda vai a tempo de salvar o CD... Acredito que ainda é possível reconquistar uma geração de utilizadores deste formato, mas duvido que se consiga conquistar a actual geração, "educada" a viver sem o CD.

Anónimo disse...

Talvez comprasse mais,sobretudo para completar discografia de artistas de que gosto especialmente.
Costumo comprar,cerca de 10 a 12 cd's por mês,quase sempre através da Amazon,óbviamente nos "used".Alíás alguns estão em melhor estado do que alguns que já vi na FNAC...
João Ribeiro

Little Bastard disse...

Meu caro, obrigado por lançares este tema, que me parece de grande importância para os maluquinhos da música (qual melómanos, qual quê!) como nós.
Cresci a comprar cds baratos, em segunda mão, na feira da ladra, nos montes dos hipermercados onde, de vez em quando, apareciam coisas boas ao preço da uva mijona.
Adoro o CD, embora use também vinil e mp3, e se o preço baixasse claramente ia comprar mais, muito mais.
Basta dar um exemplo simples: com o primeiro album dos MGMT, saquei-o da net. Adorei e quis ir comprar, mas estava caríssimo. Quando finalmente desceu de preço, na Fnac, já eu o tinha esgotado de ouvir a versão piratada. Agora que vai sair o novo, por 10/12 euros compraria na hora. Mas pedirem-me 17 euros e eu poder tê-lo à borla, lamento.

O Puto disse...

Se eu agora gasto uma pequena fortuna em CD's e alguns vinis, imagino se o preço baixasse! Os CD's têm melhor som que o mp3 (já nem falo da fidelidade superior do vinil) e não gosto de ouvir música num computador. Outra das razões para comprar muitos CD's é o facto de também passar música em público, pois a lei assim o exige. Abraço!

Anónimo disse...

E o que dizer doutros formatos fisicos, iguais ao cd no aspecto mas com muito mais qualidade, acho que algo tipo super-cd ou algo do género, que têm qualidade mais que suficiente quando comparada como o formato analógico?!...já à muito que tinha ouvido falar mas nunca me interessei muito pela questão. Saberão talvez do que estou a falar...provavelmente melhor até que eu.
Será que não valeria a pena a indústria deixar os cd's com a sua qualidade de som abaixo da do vinil e passar a fazer uma campanha global de marketing de modo a promover esses formatos mais «dignos» de se ouvirem? Sim, disse dignos, o que foi um pouco em tom de brincadeira, embora essa seja uma postura com que alguns audiófilos mais puristas com quem já tive oportunidade de trocar impressões acabaram por me passar como sendo a ideia deles.
Ou seja, há para aí muito boa gente que só ouve o vinil ou esses formatos digitais de qualidade superior, apostando em equipamentos (aparelhagens sonoras) também elas de qualidade superior à mediada.
Sigam esta linha de raciocínio: veja-se o exemplo do vhs a substituir...(continua)

Anónimo disse...

(continuação)... o beta, o dvd pelo vhs com o blueray a chegar depois, agora o formato hd nas televisões, de futuro parece que teremos a imagem em 3d, enfim... O consumidor costuma ser sempre levado pelas novas tecnologias ou pelo menos pelas que lhes são apresentadas como oferendo maior qualidade e melhor experiência. Será que se começassem a «vender» às pessoas que estes «novos super-cd's» é que são bons não poderia a indústria começar a fabricar estes novos formatos para poder justificar a prática dos mesmos preços que até aqui se tinha comos cd's? Depois sim acho que os cd's poderam baixar substancialmente e de forma pacífica por parte da indústria musical. Não é que queria defender quem quer que seja, mas também acho que há mercado para tudo e para todos os gostos. Tal como o cd apareceu e todos os equipamentos associados, acho que deveriam apostar agora em formatos que marcassem a diferença por valerem pela sua maior qualidade.
É só mais uma opinião, e também gostava de...(continua)

Anónimo disse...

(continuação)... ouvir o Astronauta falar o que pensa ou sabe sobre este aspecto.
E sobre o que penso dos cd's + baratos, sim , eu também compraria +. E mais gente haveria a comprar, talvez tb gente mais nova. Acho que, grosso modo, agora só que tem algum poder poder de compra superior a média é que se pode dar ao luxo de dedicar à compra de música com gosto. Veja-se por exemplo como os cd's de música infantil andam sempre no topo: não são as criancinhas a comprar mas sim os pais, sendo que nem sequer é a música que eles ouvem. As coisas novas interessantes que aparecem não crio que tenham expressão no mercado das vendas de música: a malta nova (para não dizer todos) vai à net.
Quanto a mim eu cá também não sou grande comprador ou consumidor de música, não tenho biblioteca sonora de jeito, mas gosto muito de ouvir música, principalemtne novas coisas, embora por outro lado não dedique grande tempo sequer à procura de estar actualizado. As minhas fontes de pesquisa são a rádio quando vou no carro. A principal: oxigénio. Mas também ouço as coisas mais comuns e comerciais. Gosto de aguns programas da antena3 que também me servem de divulgação (caixa de ritmos, bons rapazes...pouco mais). Às vezes lá vejo coisas da net, poucas, tipo andar a derivar pelo youtube ou sítios com sets de dj's, sendo que volta e meia um sítio muito interessante de visitar é precisamente este do Planeta Pop - a propósito: muito parabéns! É sempre um prazer visitar este blog.
Obrigado Asutronauta!

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