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Publicada por / segunda-feira, 24 de março de 2008 / 9 Comments /

[VÍDEO-POST]: MONARCH "CLOSER ARROWS"


"CLOSER ARROWS" é o primeiro single retirado de "LOWLY", o segundo álbum dos norte-americanos MONARCH. O álbum foi editado em terras do Tio Sam no último trimestre de 2007, embora, por cá, tenha passado praticamente despercebido. E é pena, até porque este disco tem tudo para agradar aos fãs de bandas como os Elbow, Radiohead, Eskobar, Coldplay, Keane, Kent e Snow Patrol. De resto, estou certo que temas como "Perform", "If You Dance", "Lose It All", "Not Sure" ou este "Closer Arrows" fariam boa figura em qualquer "playlist" das nossas principais rádios, caso estas não preferissem ocupar a sua antena com o lixo malcheiroso que as multinacionais do disco lhes enfiam pelo rabo acima. E sim, estou a referir-me, em particular, a nulidades como os The Feeling, o Mika ou os Maroon 5...

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9 comentários :

#andRé disse...

para quando o novo single dos royksopp astronauta?

Ricardo Raínho disse...

Gosto de Mika e - erm - Maroon 5. Sou um malcheiroso!

;-)

O Astronauta disse...

#andré,
para ser sincero, não sei nada dos Royksopp. Penso que estão a gravar um novo disco, certo? É tudo o que sei.
Abraços

Ricardo,
tu, um malcheiroso? Nada disso...Eh..eh...Apenas um tipo com um gosto...duvidoso! Eh..eh...eu sei que não! Estou apenas a meter-me contigo, não me soltes os cães em cima.
Abraços

My_Little_Bedroom disse...

Este disco não passou TOTALMENTE despercebido, embora só tenha ouvido os temas mais conhecidos "Closer Arrows" e "If You Dance".
Já agora, também estou em parte com o Raínho, embora espere mais surpresas vindas do Mika (achei piada ao disco de estreia) do que dos Maroon 5, apesar de terem feito um disco muitos e muitos furos acima da radiofonice do "Songs About Jane".

Em relação ao teu espaço que vi há pouco na Sic Radical, deixa-me que te diga que cada vez há mais adolescentes com 15 ou 16 anos que tentam aproximar-se do verdadeiro gótico e dos post-punk de 70 ou 80, certamente porque primeiro começaram por achar piada aos Franz Ferdinand ou Bloc Party. Apesar de estar a acabar a minha teenagerice no fim do mês, porque sou de 89, um dos meus álbuns preferidos é o "Disintegration" dos The Cure, nem de propósito.

Cheers...

O Astronauta disse...

My_little_bedroom,

ainda bem que não passaste ao lado dos Monarch. O disco é mesmo muito interessante (se te lembras, figurou na lista dos meus melhores de 2007) e o "Closer Arrows" está longe de ser o melhor tema do álbum.
Quanto ao Rato Mika e aos Maroon 5-quando-formos-grandes-queremos-ser-
os-Police, prefiro não comentar...eh...eh...

My_little_bedroom, infelizmente, tu és uma excepção e não a regra. Não tenhas dúvidas em relação a isso. Acredita, não há por aí muitos "teens" que estejam interessados nos Bauhaus e em bandas com mais 10 anos de carreira! Tu até podes argumentar que tens muitos amigos que gostam e conhecem essas bandas, mas ainda assim eles são uma minoria. Sejamos realistas, os miúdos de hoje que vêm o CC, já nem os Portishead e os Massive Attack sabem quem são. Trabalho para esse "target", lido com eles diariamente, sei do que falo. Os "putos" pouco mais conhecem para além dos Tokio Hotel, 30 Minutes To Mars, Green Day, Paramore, Linkin Park e por aí fora. Alguns ainda ouvem os Editors, os Interpol e os Arctic Monkeys, mas esses são uma minoria, é 1 em 100. E nem adianta falar das bandas como os Presets ou Cut Copy...
Tu és uma excepção, meu caro. Gostas a sério de música, és um tipo informado, ainda compras CDs, vais a concertos, interessas-te pelos "clássicos"...A maioria não é assim. É pena, mas é a realidade.

Abraços

My_Little_Bedroom disse...

Apesar de todo o discurso ser interessante, vou fazer um highlight em "Rato Mika"...não tinha pensado nisso não eheheh!

Obrigado...embora a parte de comprar CD's quase só valha para a música nacional...

Um abraço...

Ricardo Raínho disse...

(Sim, prefiro contribuir para este mini-debate do que estar a ver mais a confirmar por mais um minuto que seja que Portugal não sabe ganhar à Grécia!)

Garcia, até podemos abordar a questão por outro prisma: não serás tu próprio uma minoria em relação às pessoas da tua idade? Eu próprio, com 28 anos, já me sinto minoritário em relação a muitos dos amigos e conhecidos da minha idade que fui deixando ao longo da vida. Muitos daqueles com quem eu discutia música na adolescência ou na vida de jovem adulto já estagnaram na sua evolução enquanto ouvintes. E tomaram um de dois caminhos: ou andam a reviver a adolescência eternamente, ouvindo os Portishead, Pearl Jam, dEUS ou Metallica ad infinitum; ou contentam-se com aquilo que qualquer rádiozita formatada lhes vai dando enquanto vão a conduzir, sem se incomodarem muito em saber quem canta, toca ou deixa de cantar ou tocar. É naturalíssimo. A vida é outra, as prioridades são outras, o tempo disponível muito outro, e há muita coisa que fica para trás.
No caso dos putos, a maioria deles, pura e simplesmente, não mudaram desde que eu era adolescente. O que eles ouvem é mais um reflexo do seu desejo de se integrarem - diria mesmo: da sua aspiração em integrarem-se em determinados grupos - do que de uma verdadeira personalidade melómana a formar-se. Daí estarem mais interessados em ouvirem o que está na moda do que em ouvirem aquilo que, lá no fundo, acham realmente bom. No fundo, à sua maneira, é assim que se começam a formar os tais adultos maioritários a que me referi atrás.
O status é uma coisa muito fodida. E começa logo a formar-se bem cedo!

O Astronauta disse...

Inteiramente de acordo, Ricardo.
Eu sei que sou uma minoria. Tal como tu, o my_little_bedroom e, no fundo, todos aquelas que vêm parar a este Planeta.

Neste pais, os melómanos são uma espécie rara. Não são muitas as pessoas que realmente gostam e se interessam por música, que andam a par das novidades, das "novas tendências" e que são capazes de subir o Evereste para encontrar o disco X ou Y.
O pior é que essa tendência agrava-se com a idade.
Como tu referes, as prioridades mudam, as pessoas arranjam empregos, casam, têm filhos e o tempo que sobra para a música torna-se escasso (eu sei bem do que falo). A maioria dos trintões que conheço apenas ouvem música no auto-rádio, durante o percurso de casa para o trabalho, e pouco mais. E, regra geral, ouvem rádios como a RFM e a Comercial, que não primam propriamente pela novidade e pelo arrojo. Bem pelo contrário.
A falta de tempo e disponibilidade para descobrir música nova faz com que a maioria dessas pessoas tenham a tendência de se manterem agarrados aos discos que marcaram a sua adolescência. Nada mais natural. O problema é que quando tal sucede, estagna-se. Infelizmente, é assim. Custa-me ver amigos e antigos conhecidos passar dos Joy Division ao Rui Veloso em apenas 20 anos. Chama-se a isso "decadência"! Eh..eh...

No caso dos miúdos, a minha vivência é capaz de ter sido um pouco diferente da tua (ou não).
Nunca ouvi música para me integrar. Pelo contrário. Eu era o tipo que gostava dos Duran Duran, OMD, Depeche Mode, New Order e Human League. Ou seja, tudo aquilo que te tornava num tipo impopular junto dos mais velhos e das cabeças pensantes da altura. Naqueles tempos, para seres considerado um tipo com gostos decentes, tinhas de venerar bandas como os Pink Floyd (que até gosto), os Dire Strais (que odeio!), os Rolling Stones e os Supertramp(a)!

Isso de gostar da música feita por tipos que usavam maquilhagem e camisas com folhos, não era coisa muito bem vista no Portugal de inícios de 80.

E é melhor nem referir as bocas que tive de suportar quando dizia aos meus amigos que gostava de "Rap" (era assim que se chamava ao "hip-hop" da altura)...

De qualquer das formas, ainda assim, penso que na primeira metade da década de 80 os adolescentes viviam a música com maior paixão. Até porque não havia mais nada...Não havia video-jogos, telemóveis, DVDs, 500 canais de televisão, grande parte do nosso tempo era passado a ouvir música.

A música, mais que tudo, definia grande parte da nossa identidade e era um espelho da nossa personalidade.
Naqueles dias, existia uma maior militância na forma como os jovens aderiam a certos "movimentos"! Haviam os punks, os metaleiros, os vanguardas, os pós-modernos, os góticos...
Os miúdos de hoje parecem todos iguais uns aos outros: vestem todos da mesma forma, têm os mesmos penteados, ouvem todos as mesmas bandas...Parecem todos saídos de um episódio dos "Morangos Com Açucar"!
Como disse, há excepções. Sempre houve e sempre haverá. Graças a deus!

Abraços


P.S.: pois é, foi mais uma exibição sofrível da nossa selecção. Temos vedetas, mas falta-nos uma equipa. E também algum "cabelo branco". O Figo e o Rui Costa ainda não têm substitutos à altura. Há ali muito trabalhinho para afinar a máquina...Ou melhoramos muito, em todos os aspectos, ou não teremos qualquer hipótese contra selecções como a Itália, a França, a Alemanha ou a Holanda.

My_Little_Bedroom disse...

Não sei se isto era um debate, mas pela grandeza dos intervenientes que não eu, ora bem, não terei quase nada a dizer...
Comecemos por Portugal: começa a ser "chato" ver jogos de futebol. Ponto. Claro, há ilustríssimas excepções. Mesmo assim, a Selecção também se está a começar a assemelhar a outra coisa: o Benfica. Não conseguimos ter o "toque de Midas" para aproveitar uma grande fornada de jogadores. As razões? Haverá muitas, a começar na época desgastante de muitos dos jogadores, na falta de oportunidade dada a outros que têm que entrar para dar novas dinâmicas e, quem sabe, mudar o sistema de jogo, ou ainda a acabar no facto de Portugal não jogar com 2 pontas-de-lança, aproveitando o Nuno Gomes que tão bem sabe jogar assim.

Melomania

Quando voltei a ouvir música a sério e a ganhar consciência do que queria realmente na vida, tive ajudas e tive pretensões a relacionar-me com determinadas pessoas que poderiam mudar algo. Mudaram para sempre. Apesar disso, trilhei o meu próprio caminho e acabei por aterrar inadvertidamente aqui, quando um dia pesquisava qualquer coisa sobre os Bloc Party ou Kasabian. Daqui ao resto da blogosfera, um pequeno passinho.
Pegando em alguns dos vossos pontos, hoje também nada mudou. Para além dos "teens" serem um grupo em que as variações das opções musicais não abundam, também não continua a ser bem visto quem gosta de música não repercutida em alto e bom som.

Há muita coisa mais por dizer?
Há. Que os Shout Out Louds estão melhorzinhos e que é OPTIMUS ter apoios como esses. E também ter o Bruno Nogueira a abrir o espectáculo antes da Rita Redshoes. Essa menina-mulher fez-me tilintar a cabeça até ficar em plena dúvida se vou ao concerto do David Fonseca no Coliseu, mesmo sem dinheiro para muito mais.

Cheers...

PLANETA POP | RADAR 97.8

  • SÁBADOS | 23h-01h
  • DOMINGOS (repetição) | 15h-17h
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