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Publicada por / segunda-feira, 9 de novembro de 2009 / 7 Comments /

Vídeo | SYNTH BRITANNIA


O documentário "SYNTH BRITANNIA", que estreou no dia 16 de Outubro na BBC4, encontra-se disponível no "tubo". Não de forma legal, presumo. Portanto, antes que a BBC descubra e ordene a retirada dos vídeos do YouTube, sugiro que aproveitem a oportunidade para (re)ver este fantástico programa sobre os nomes pioneiros da pop electrónica, produzido e realizado por Leanne Williams. O documentário tem cerca de 90 minutos de duração e inclui entrevistas com Wolfgang Flur, dos Kraftwerk, Simon Reynolds, The Human League, OMD, Yazoo, Heaven 17, Gary Numan, Daniel Miller, Cabaret Voltaire, Pet Shop Boys, Soft Cell, New Order e Depeche Mode.

Meus amigos, esta é a música que me corre no sangue. Gosto muito de "guitarradas" (venero os Clash, os U2, os Bauhaus, os Talking Heads, os R.e.m., os B-52's, os Blondie e todos os outros...), mas esta é a música que me fez gostar de...música. Foram estes os sons que me moldaram enquanto ouvinte e melómano.
E sabem que mais? 99% dos "electro-poppers" que por aí andam a dar uso às ideias que estes tipos inventaram há 30 anos (e ainda bem que o fazem, pois prefiro uns novos Ladytron a uns novos Oasis...) podem soar mais polidos, bem produzidos e "modernaços", mas não chegam sequer aos calcanhares desta gente que, de facto, criou algo novo e excitante, que desafiou todas as convenções e estereótipos do rock'n'roll. Vénia lhes seja feita!

Nota | Reuni as 9 partes do programa numa única "playlist" para proporcionar uma experiência de visionamento semelhante à que teriam em frente a um ecrã de televisão. Assim, basta carregar no "play", fazer "full screen", encostar na cadeira e aproveitar...
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7 comentários :

soares disse...

excelente!excelente! excelente!

há vários pontos interessantes no documentario, por vezes meras frases, como por exemplo quando os Depeche Mode confessam que iam de comboio para o Top of the Pops.
para espanto do entrevistador,
mas melhor ainda quando, já mesmo no final Andy McCluskey fala sobre o regresso das guitarras e o arrumar dos sintetizadores. Com isso apareceram os Oasis: "HORROR!"
Simplesmente genial e ao mesmo tempo hilariante!

Rui disse...

Já tive o previlégio de ver o documentário na minha sala :) Graças à tua referência num post anterior.

Foi bastante interessante porque nunca tinha tentado colocar qualquer organização na cronologia da evolução da música electrónica. Agora certas coisas fazem bastante mais sentido.

O Astronauta disse...

Sabia que ias gostar, Soares.

este documentário é um marco para quem cresceu e viveu com esta música. Todos os nomes importantes são citados, está bem contextualizado, bem filmado...enfim, televisão á séria.

É verdade, custa imaginar os DM irem de comboio para o TOTP...

Já o Andy McCluskey, não tem papas na língua. Gosto disso.

Devia ser mostrado nas escolas, a porra deste documentário.

Abaços

O Astronauta disse...

Olá Rui,

fizeste muito bem em ter visto este documentário na sala, numa televisão a sério, que é onde ele merece ser visto (não desfazendo a superior qualidade de imagem do meu iMac...).

Sim, como disse ao Soares, o documentário está muito bem contextualizado e explica tudo muito bem explicadinho. É um belo pedaço de televisão. A RTP2 devia ser obrigada a passar isto, mas a eles interessa-lhes é passar as séries norte-americanas pagas a peso de ouro (com o nosso dinheiro) e que deviam estar a passar em horário nobre no Canal 1. Mas isso são outras conversas.

Abraços

soares disse...

Também já vi Prog Britannia e o Krautrock e no fundo, depois de ver os 3, estão todos ligados e percebe-se a evolução que houve no fim das décadas de 60, 70 e depois inícios de 80. excelentes trabalhos.
deviam era ser mostrados cá, a todos quantos querem ser jornalistas musicais. aquilo sim é jornalismo!

cj disse...

Penso que foi no Jornal Blitz (90 e tal ou mais tarde) que apareceu uma entrevista aos OMD em que falaram dum encontro que tinham tido com os Kraftwerk e que eles só estavam interessados em Liverpool e nos Beatles. Em muitos casos o que ouvem (mesmo diferente) é depois usado no som que se faz.

Poppe1 disse...

Só agora deu para me encostar na cadeira, mas está a merecer defenitivamente a pena, é delicioso ver os protagonistas a recordarem velhos tempos.

um abraço

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